
quinta-feira, 19 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Confesso que este é um post para as (poucas) pessoas que nos dias de hoje, ainda têm paciência, não só para ler o que está escrito, mas também nas entrelinhas.
Como tal, a letra desta música, divide-se para mim em duas... é simples, basta seguir o púrpura numa e o rosa noutra... e tudo no fim se encontra.
There is no place I cannot go
My mind is muddy but
My heart is heavy, does it show
I lose the track that loses me
So here I go
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake again,
And maybe talk and not just speak
Don't buy the promises 'cause
There are no promises I keep,
and my reflection troubles me
so here I go
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars
Look at the stars, falling down,
And I wonder where, did I go wrong.
James Blunt
12 Junho 2008
Papillio
quinta-feira, 5 de junho de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que ja ninguem se apaixona de verdade. Ja ninguem quer viver um amor impossivel. Ja ninguem aceita amar sem uma razao. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questao de pratica. Porque da jeito. Porque sao colegas e estao ali mesmo ao lado. Porque se dao bem e nao se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque e mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calcas e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pre-nupciais, discutem tudo de antemao, fazem planos e a minima merdinha entram logo em "dialogo". O amor passou a ser passivel de ser combinado. Os amantes tornaram-se socios. Reunem-se, discutem problemas, tomam decisoes. O amor transformou-se numa variante psico-socio-bio-ecologica de camaradagem. A paixao, que devia ser desmedida, e na medida do possivel. O amor tornou-se uma questao pratica. O resultado e que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estupido, do amor doente, do unico amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensoes, farto de conveniencias de servico. Nunca vi namorados tao embrutecidos, tao cobardes e tao comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sao uma raca de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "ta tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcancadores de compromissos, bananoides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Ja ninguem se apaixona? Ja ninguem aceita a paixao pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilibrio, o medo, o custo, o amor, a doenca que e como um cancro a comer-nos o coracao e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor e uma coisa, a vida e outra. O amor nao e para ser uma ajudinha. Nao e para ser o alivio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "da la um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporanea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, ja nao se ve romance, gritaria, maluquice, facada, abracos, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor e amor. E essa beleza. E esse perigo. O nosso amor nao e para nos compreender, nao e para nos ajudar, nao e para nos fazer felizes. Tanto pode como nao pode. Tanto faz. E uma questao de azar. O nosso amor nao e para nos amar, para nos levar de repente ao ceu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor e uma coisa, a vida e outra. A vida as vezes mata o amor. A "vidinha" e uma convivencia assassina. O amor puro nao e um meio, nao e um fim, nao e um principio, nao e um destino. O amor puro e uma condicao. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor nao se percebe. Nao da para perceber. O amor e um estado de quem se sente. O amor e a nossa alma. E a nossa alma a desatar. A desatar a correr atras do que nao sabe, nao apanha, nao larga, nao compreende. O amor e uma verdade. E por isso que a ilusao e necessaria. A ilusao e bonita, nao faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor e uma coisa, a vida e outra. A realidade pode matar, o amor e mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coracao apanha-se para sempre. Ama-se alguem. Por muito longe, por muito dificil, por muito desesperadamente. O coracao guarda o que se nos escapa das maos. E durante o dia e durante a vida, quando nao esta la quem se ama, nao e ela que nos acompanha - e o nosso amor, o amor que se lhe tem. Nao e para perceber. E sinal de amor puro nao se perceber, amar e nao se ter, querer e nao guardar a esperanca, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Nao se pode ceder. Nao se pode resistir. A vida e uma coisa, o amor e outra. A vida dura a vida inteira, o amor nao. So um mundo de amor pode durar a vida inteira. E vale-la tambem."
segunda-feira, 12 de maio de 2008

Parece que observo a minha própria vida, de longe... como se dum boneco de marioneta se tratasse!
Se por um lado entendo, por outro lado não entendo o que se passa! ou talvés seja melhor não entender mesmo!!
E continuar!!
Aproveitar todas AQUELAS coisas....
Quando é que isto vai passar?!
AGAPI*
sábado, 10 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008
domingo, 16 de março de 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

sábado, 24 de novembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007

I wonder if you ever will,
All the strange thing I wrote,
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
domingo, 16 de setembro de 2007
"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- "Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele ia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
E hoje encontro-me aqui... Por aí...
As voltas neste nosso mundo... Em que eu insisto em permanecer e lutar, aliás todos fazemos o mesmo...
Andámos nesta busca e nesta procura... mas procura de quê... eu tento saber o que procuro, mas será que toda a gente sabe... não andará a maior parte por ai a ser "parasita da sociedade"... sem metas, nem objectivos...
Perdidos neste mundo...
Mas este mundo somos nós. Nós as pessoas que o habitámos, o moldamos e transformamos consoante os nossos gostos, ou muitas vezes consoante aquilo que nos incutem... e ai tornamo-nos seres que não pensamos e que fazemos deste mundo, um mundo podre...
Sobre isto há muito assunto em que pensar...
Muitas diferenças entre "mentes grandes" e "mentes pequenas"...
Cada um faz a sua escolha...
AGAPI*





